Compersão

Compersão é o sentimento de alegria ou felicidade de uma pessoa ao ver seu(sua) parceiro(a) amoroso(a) feliz ao se relacionar com outra pessoa.

Compersão é uma palavra que não existe na esfera monogâmica. É creditada à Kerista Commune a criação da palavra (no inglês, “compersion”). Para saber mais, clique aqui.

Ser compersivo é ter empatia, perceber que se alguém faz bem à pessoa que você ama, isso acaba fazendo bem a você também, entendendo que a pessoa amada está sendo bem cuidada, está feliz, e não está sendo lesada, magoada ou machucada dentro desta outra relação.

Algumas pessoas encaram a compersão como sendo um sentimento diametralmente oposto ao ciúme. Mas compersão e ciúme podem acontecer ao mesmo tempo, com a mesma pessoa, em relação a uma mesma situação ou parceiro(a).

Mas como assim, a compersão e o ciúme podem acontecer juntos?
O ciúme está ligado a uma insegurança, uma ameaça de perda (leia mais sobre ciúme aqui)
A compersão está ligada à empatia, ao sentir a alegria pela alegria outro.
A pergunta então é: é possível alguém sentir empatia e insegurança  ao mesmo tempo? Claro que sim. Apesar de compersão e ciúme serem às vezes definidos como opostos, na verdade eles apenas estão em espectros diferentes.

Para alguns, a compersão pode ser vista como a concretização de um certo altruísmo, na medida em que a pessoa se sente feliz pela felicidade do outro. Mais do que isso, sente alegria ao perceber que o outro está em pleno exercício de suas liberdades afetivas, e torce por essa liberdade.

Compersão pode ser vista como um respeito à grande riqueza de vivências que as pessoas podem experimentar afetivamente. Não aquele respeito imposto, de tolerar o que não se gosta, mas aquele respeito de admiração, quase um orgulho de ver a liberdade romantica e afetiva da outra pessoa se concretizando através das relações que ela escolhe ter.

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